Tarde de Louvor
‘Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!’ - Homilia do dia 07/08
À noite os discípulos entram no barco e se dirigem para o outro lado do mar em direção a Cafarnaum. Um fenômeno estranho, mas natural no alto mar. O barco estava sendo sacudido pelas ondas, “pois o vento era contrário”. Os discípulos se encontram fatigados, atormentados em remar. E o vento soprando forte e agitando o mar.
De repente, Jesus se apresenta andando sobre as águas. Na escuridão da noite, a Sua figura pareceu ser um fantasma que pretendia ultrapassar a embarcação. Daí, os gritos de espanto e medo dos apóstolos. Na realidade, com essa ação, o Senhor demonstrou ter poderes divinos, pois lemos em Jó 9,8: “Javé caminha sobre as águas dos mares”.
É interessante observar que Pedro foi o único a também querer, com a permissão de Jesus Nazareno, andar sobre as águas, como que estando “por cima” do mal. O mar era símbolo do mal e do oculto, especialmente suas profundezas nas quais reinava o poder das trevas e de onde saíram os impérios contrários ao verdadeiro Reino de Deus (cf. Dn 7,1-8).
Pedro, uma vez mais, mostrou-se impetuoso e mais confiante do que seus companheiros. Não só reconhece o Mestre, mas quer participar desse poder de estar acima do mal, representado pelas águas turbulentas do mar. Ele sabe que o poder de Jesus não é unicamente pessoal, mas atinge igualmente Seus mais íntimos amigos e reconhece na prática o que Ele dirá mais tarde: “Em ti unicamente eu confio, pois cremos e reconhecemos que tu és o Santo de Deus” (Jo 6,69).
Porém, sempre existe a dúvida e a indecisão após tomar uma atitude valente e corajosa. O vento, o mar agitado, abala a fé e a confiança do grande apóstolo. E unicamente a resposta de Cristo, diante da súplica angustiada deste [Pedro], restabelece a situação e salva o discípulo. O “Salva-me, Senhor!” de Pedro deve ser o nosso grito que salvará muitas vidas do fracasso total. No “Salva-me, Senhor!” encontramos a força que nos falta e a fé que procuramos em Jesus, nosso Salvador.
Cristo, através da deficiência na fé de Pedro, quis mostrar que sempre – por detrás das situações de perigo e domínio do mar, representante das forças do mal – não estamos sozinhos, pois Ele o sustentava. Por isso, os Padres da Igreja afirmam que onde está Pedro está a Igreja e onde está a Igreja está Jesus. E, logicamente, na época em que foi feita a afirmação dos Padres da Igreja, estes não se referiam a Pedro, o Simão, filho de Jonas, mas ao bispo de Roma.
Jesus entra na barca e o vento se acalma. Era uma perturbação de ondas e vento sem chuva, pouco parecido com a descrita em Mateus 8,23. Mas, tendo entrado Jesus na barca nada temem os discípulos, porque a paz, a tranquilidade e o sossego haviam chegado. E, então, aproximando-se de Cristo lhe prestam homenagem, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” O que significa: Tu tens algo do poder divino em teu ser.
Meu irmão, Jesus é a sua paz. Portanto, não tenha medo e nem receio de O proclamar. Ele veio para livrar a mim e a você do medo e da angústia.
O trecho de hoje está escrito precisamente para nos demonstrar que a transcendência e independência de Jesus – manifestada com Suas palavras e Seu proceder diante das leis e costumes tradicionais e diante das leis físicas da natureza, – revelam Seu domínio absoluto sobre as crenças e Seu senhorio total como Criador – e não como criatura – sobre os acontecimentos e sobre tudo o que há, de modo que a nossa resposta, hoje, não pode ser outra diferente desta: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
Padre Bantu Mendonça
Sob a proteção do Altíssimo
Neste mundo de perigos temos que estar atentos as enfermidades que nos rondam e fazer como os médicos tem feito para que as infecções não nos afetem.
Porém a maior enfermidade que temos nos tempos atuais é o pecado, ele está acabando com a humanidade.
Diante de uma vida de risco devemos estar sob a proteção do Altíssimo.
Esses dias fui celebrar num velório, era de um jovem rapaz que estava andando de moto na Dutra e infelizmente bateu numa carreta, ele faleceu na hora. O irmão mais velho teve que juntar os pedaços do seu irmão. Os pais deste jovem durante o velório não choravam, gemiam de tanta dor.
Muitos disseram: “Deus quis assim, seja feita a vontade de Deus.” Porém meus irmãos esta não era a vontade de Deus para aquele jovem. Não podemos culpar a Deus dos males do mundo.
A natureza não perdoa. Vemos hoje grandes fenômenos naturais acontecendo pelo mundo e arrastando cidades. Na verdade a natureza está reagindo a ação do homem contra ela durante décadas. Hoje a natureza quer de volta o que lhe pertence.
O homem quer culpar a Deus pelos males do mundo, isso não é verdade, o homem hoje precisa se voltar para a proteção do Altíssimo.
Não dá para servir a dois senhores. Não dá para ir a missa de vez em quando e ficar a semana inteira engolindo ódio, rancor que nos são apresentadas nas telenovelas.
Colocar-se sob a proteção de Deus requer de mim, o passo. Eu quero a Deus? O tenho buscado? Este é o meu questionamento hoje.
Não busquemos promessas que não são verdadeiras: “Venha e pare de Sofrer!” Meus irmãos o sofrimento faz parte da vida do homem, como a vivemos é que faz toda a diferença.
Serão nos momentos das tribulações que seremos tentados a nos afastarmos de Deus. O demônio também cura mas o preço dele é a sua alma.
Vemos aqui a situação de um Pai que perdeu sua filha, porém ele não ficou parado naquela situação, foi buscar quem tinha o poder de Salvá-la. Vemos nesta passagem bíblica que a nossa fé não é paralisada, ela nos faz sair do lugar onde estamos.
A tua fé te Salva. Deus não é indiferente.
Jesus não deu importância para a má noticia recebida da morte da menina, Ele se voltou para o Pai e ali fez da morte, vida.
Jesus quando chegou a casa do chefe da Sinagoga viu o pranto e a lamentação daquelas pessoas. E foi ali naquela situação, que o Mestre devolveu a vida a filha de Jairo: “Talitá cum!” Por causa daquele pai que na hora da dor e do sofrimento buscou a Jesus, eis que a vida ressurgiu.
Olhando para esta palavra, vemos claramente Deus dizendo a todos nós no dia de hoje : “Estejam debaixo da minha proteção, sob a proteção do Altíssimo.”
Transcrição e adaptação: Cris Henrique
Diácono Nelsinho Corrêa


